Marketing

Tendências do Novo Marketing

22 de Julho de 2017- Por Cris Almeida - Redatora

Você está ouvindo sua playlist de meditação em um canal de streaming qualquer, quando uma voz, ao som de um batidão, interrompe e te convida para curtir o melhor do sertanejo universitário 2017. Se deparar com propagandas invadindo seu momento de entretenimento é algo comum para muita gente. Atualmente os anúncios estão por toda parte: tv, rádio, jornais, revistas, telefone, e-mails, redes sociais, na rua, no ônibus e até nas suas roupas… Enfim, pra onde quer que se olhe, tem sempre alguém tentando vender alguma coisa.

E aí? Será que esse Marketing invasivo e genérico ainda surte efeito?

Com o consumidor cercado de informações e opções por todos os lados, para ser notado, é necessário conhecê-lo mais a fundo e, mais que propaganda, disponibilizar um conteúdo que seja do seu interesse e que agregue valor em sua vida. Comprar e invadir o espaço do público para promover a si próprio, não é mais uma estratégia que surte tanto efeito.

A sociedade vive em constante transformação e o Marketing precisa acompanhar esse movimento. Cabe aos profissionais da área evoluir no mesmo ritmo do público e não ficar para trás. É nesse contexto que surge a necessidade de um Novo Marketing. Um Marketing que, conforme mencionamos no artigo anterior, não pode mais ser o mesmo praticado há 15 anos.

Nas próximas linhas vou enumerar três das principais tendências no Marketing Moderno:

A arte de criar relacionamentos

Um método já bastante utilizado no Marketing atual, é o de criar vínculos, antes de oferecer o produto de fato. Essa técnica compõe o Inbound Marketing, estratégia que visa nutrir públicos-alvo específicos, com conteúdos de valor, com o objetivo de criar um relacionamento duradouro.

O primeiro preceito a considerar dentro do Inbound Marketing é a Segmentação do público-alvo. Apenas definir o público de forma geral, como era feito antes, não é mais suficiente. É preciso mapear seus interesses e comportamentos e segmentá-lo de acordo com as informações coletadas. Desta forma é possível enviar conteúdos totalmente direcionados a públicos específicos, que realmente tem interesse nesse material. (Leia mais sobre as vantagens de segmentar o público-alvo nesse artigo da Gênia).

O Marketing de Conteúdo é outra ferramenta do Inbound Marketing. Com o público-segmentado, é hora de produzir material para cada um desses segmentos. Mas, ao invés de um teor meramente publicitário, desenvolve-se algo útil e que vá agregar valor ao destinatário. A partir daí define-se um calendário que norteará quais conteúdos enviar em cada etapa desse relacionamento e quando será o momento ideal para, finalmente, oferecer o produto.

Por fim, no Inbound, o contato não termina quando se conclui a venda. É essencial continuar o relacionamento com o, agora, cliente, tanto no suporte do produto disponibilizado, quanto no envio de novos conteúdos. Esse posicionamento mantém o cliente por perto para possíveis novas compras e o estimula a falar da sua marca para outras pessoas.


Entrando na mente do consumidor 

Todos conhecemos a sensação de ser seduzidos por uma embalagem atraente na prateleira. Pois saiba que isso não acontece por acaso. Para atrair a sua atenção, houve um estudo previamente realizado, com o objetivo de compreender os processos químicos, fisiológicos e psicológicos que te levam a realizar uma compra e foram os resultados desse estudo que definiram as cores, elementos e texturas ideais para que aquela embalagem conseguisse chamar a sua atenção. Essa prática compõe o Neuromarketing, o ferramenta que visa estudar o funcionamento do cérebro humano para prever seus desejos e avaliar como uma mensagem será recebida. Desta forma é possível entregar um conteúdo personalizado de acordo com os comportamentos identificados.

Essa técnica é mais efetiva que uma simples pesquisa de mercado, por exemplo, já que nesta última o consumidor sabe que está sendo analisado e isso pode alterar significativamente seu comportamento. No Neuromarketing são avaliados os motores psicológicos de compra em seu estado subconsciente, a fim de identificar instintos, sentidos e emoções inconscientes que podem gerar um impulso de compra.

Gerando valor para a sociedade

Atualmente as empresas são vistas como pessoas públicas. É cada vez mais comum que o consumidor pesquise sobre as condutas morais de uma marca, antes de decidir por ela.  Afinal, ninguém quer ajudar a financiar uma empresa envolvida em trabalho escravo, por exemplo. Nesse sentido, o posicionamento quanto às questões sociais, como responsabilidade ambiental e respeito aos direitos humanos e animais,  devem ser levados em conta na hora de desenhar a identidade de uma empresa.

Dessa tendência surgiu o conceito de que, a grosso modo, diz respeito a gerar valor para a sociedade, promovendo ações que melhorem as condições da comunidade em que se atua e atenuem possíveis impactos negativos que se pode vir a causar na região.

Um exemplo de Marketing Compartilhado é a iniciativa “Bike Rio”, promovida por meio de uma parceria entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Banco Itaú, que disponibiliza o aluguel de bicicletas. Uma única ação conseguiu reduzir a emissão de gás carbônico, estimular a prática de exercício físico e melhorar as condições do trânsito na cidade.

É importante destacar que o Marketing de Valor compartilhado não se trata de filantropia, mas de responsabilidade social estratégica para adquirir vantagem no mercado.

Integrando Marketing digital e físico

É fato que precisamos nos adaptar a atual realidade, onde tudo é digital. Entretanto isso não significa negligenciar interações físicas, que ainda são tão importantes quanto as web. Uma loja que oferece determinados benefícios em seu espaço online, mas não mantém esse perfil no ambiente físico, corre o risco de perder a credibilidade com o consumidor. À técnica de conectar todos os canais de uma empresa, de modo que resultem no mesmo padrão de qualidade, damos o nome de Omnichannel.  Essa prática permite que o público tenha uma experiência única de compra independentemente do meio escolhido. (leia sobre Omnichannel neste outro conteúdo da Gênia.)

Alinhando Marketing e vendas

O Marketing trabalha para atrair prospectos, convertê-los em leads e nutri-los com conteúdo de valor. O time de vendas assume, aborda os leads e trabalha sua conversão e fidelização de forma individual para fechar um negócio. O objetivo final de todo esse processo é o mesmo: gerar receita para a marca.

A partir dessa necessidade surge uma estratégia para unir as duas equipes: o Smarketing  (sales + marketing). 

De acordo com um estudo da Hubspot, empresas que alinham os times de Vendas e Marketing têm um crescimento anual de 20%, enquanto a falha em integrar as duas áreas pode custar 10% ou mais da receita.

A integração dos dois times permite a cada membro do processo conhecer o prospect do início ao fim e oferecer experiências mais personalizadas para cada sales-ready lead (cliente que está pronto para fechar um negócio).

Confira no próximo artigo dessa série: 21 erros de Marketing que as marcas cometem

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Esse é o segundo artigo da série “O Novo Marketing”

Confira abaixo os demais artigos:

1- Seu Marketing acompanha as mudanças na sociedade? 

3- 21 erros de Marketing que as marcas cometem 

4- Ferramentas do Novo Marketing 




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Cris Almeida - Agência Gênia
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