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Gamification: ou você acredita ou está fora do jogo!

31 de Janeiro de 2017- Por Lucas Cook - Diretor de ArteGamification: ou você acredita ou está fora do jogo!

O gamification nada mais é do que uma estratégia de interação que vem se popularizando fortemente, principalmente em ambientes corporativos, pelo mundo todo. A estratégia consiste no oferecimento de incentivos que estimulem o engajamento e os resultados de toda a equipe. 

Mas, antes de falar sobre gamification, vamos entender um pouco sobre os jogos e a relação dele com as pessoas.

Os jogos já salvaram a humanidade

Há mais ou menos 3 mil anos a.C., na região da Lydia, localizada na Ásia Menor, havia um rei chamado Atis. Nessa época o povo de Lydia sofreu um período de muita escassez devido ao clima e a falta de comida que atacava toda a população. 

O rei Atis nada poderia fazer em relação ao clima, mas bolou uma estratégia a fim de economizar comida. O plano consistia em ter um dia inteiro preenchido com jogos, seja tabuleiro ou qualquer outro, mas sem comer nada. E no outro as pessoas fariam as suas refeições normalmente. Um dia de jogos, um dia de comida e assim por diante. Isso durou 18 anos.

18 Anos depois de muitos jogos, a situação precisava de uma nova solução. Rei Atis dividiu Lydia em dois grupos para a realização do último grande jogo, onde o grupo vencedor sairia em uma jornada épica, para conhecer novos horizontes. Foi graças ao último jogo que a humanidade se salvou, pois fragmentos do povo de Lydia foram encontrados no DNA dos Etruscos, povo que deu origem aos romanos.

Os jogos irão salvar novamente a humanidade

Um jogo chamado Foldit (http://fold.it/portal/), que funciona como uma plataforma que desenvolve quebra-cabeças cientificos, aceitou um desafio para compreender como determinada proteína poderia ser utilizada no combate à AIDS. A atividade atraiu 46 mil participantes (a maioria sem qualquer ligação com a área médica), que em apenas 10 dias conseguiram resolver um enigma que cientistas, utilizando 15 anos para isso, não conseguiram obter sucesso.

EVADROP, um chuveiro inteligente que detecta a sua proximidade do chuveiro e de acordo com essa distância libera mais ou menos água. Até aí excelente, mas EVADROP foi além e trouxe gamificação para a hora do banho. 

Ao se comunicar com um jogo instalado no smartphone do usuário, o chuveiro envia relatórios de tempo do banho e desperdício de água diariamente, inserindo o jogador em um ranking com todos os outros jogadores de EVADROP. Os resultados podem ser compartilhados com seus amigos e com quem você quiser. Ganha quem economizar mais água e energia elétrica. Legal, né? Os jogos resolvendo o problema da água no planeta.

A empresa Autodesk estava com um problema de permanência de alunos nas aulas de modelagem 3D. Por se tratar de uma disciplina bastante complexa, os jovens perdiam o interesse logo nas primeiras aulas. 

Para solucionar esse problema, a empresa resolveu gamificar o seu método de ensino. As aulas se transformaram num jogo, e as novas fases só eram liberadas conforme o aluno avançasse nas lições de modelagem 3D. Essa estratégia aumentou em 40% o tempo de permanência das pessoas dentro do software e levou um crescimento de 17% nas vendas da versão trial para a versão completa.

Bora Bike é um programa corporativo que visa incentivar as pessoas a irem pedalando para o trabalho. Com pacotes a partir de R0,00, o programa cria um ranking com o desempenho dos usuários, incentivando os funcionários a tirarem a magrela para dar uma volta diariamente.

As pessoas NÃO jogam só porque os jogos são divertidos

Mais do que só diversão, os jogos possuem alguns elementos que faltam na vida real e são esses elementos que os tornam tão atraentes: 

- Objetivos bem definidos (e possíveis de alcançar): nos jogos os objetivos são todos muito claros e todos eles são possíveis.

- Errar e tentar de novo é a regra: errar e tentar de novo é permitido, e o melhor: quantas vezes forem necessárias.  

- Feedback constante: durante um jogo você recebe feedback constante, o que te permite evoluir a todo momento. Você sabe quando está indo por um caminho errado enquanto joga, diferente da vida real quando nem sempre o feedback vem quando se espera.

A diversão é só uma parte do conjunto todo.

Assista esse vídeo:


A gamificação serve pra muito mais do que deixar o seu trabalho mais legal

Aplicar a mecânica, as estratégias, técnicas e o design retirado dos jogos para utilizá-los em contextos diferentes dos mesmos, seja na resolução de problemas, engajamento de público ou mudança de hábitos é a gamificação. 

O processo de gamification NÃO precisa ser divertido

Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre a gamificação vai ser necessariamente divertida. Para ser configurada basta que ela traga os elementos dos jogos e pronto. Um exemplo disso são os carros da Fiat com econômetro. Posicionado entre o velocímetro e o marcador do nível de combustível, o instrumento tem faixas verde, amarela e branca e mostra o consumo instantâneo do carro. Quando o veículo está parado, o ponteiro fica na faixa branca. Se o motorista pisa fundo no acelerador, o ponteiro se desloca para o pico da faixa amarela (que equivale ao consumo de 4 km/l). À medida que o motorista alivia o pé no acelerador, a marcação se move para a faixa verde (que equivale a algo em torno dos 20 km/l). O econômetro é uma maneira eficaz de incentivar a economia de combustível.

- Barras de progresso indicando quanto falta para conclusão do cadastro do usuário em páginas de redes sociais, também são uma maneira de incentivar as pessoas a preencher todo o seu perfil.

- Ganhar pontos a cada compra realizada, e poder trocar estes pontos por prêmios, é gamificação, ainda que não seja necessariamente divertido, e incentiva consumidores a continuarem fiéis ao seu estabelecimento.

Em resumo: as pessoas precisam de objetivos bem definidos, feedback constante, sentirem a evolução acontecendo e claro, serem recompensadas por isso.

Um case de gamificação que mostra o sucesso dessa estratégia é o do aplicativo Trade Rally, que foi o responsável por melhorar o desempenho de todos os funcionários de uma operadora de telefonia.

Os funcionários acompanhavam o seu ranking de desempenho em tempo real, tinham acesso fácil às suas metas e visualizavam os seus prêmios, assim como num game. Isso trouxe mais resultados e deu um up no engajamento dos funcionários com a empresa. Foram mais de 40% no aumento da aderência de escala dos funcionários por exemplo.

Que tal gamificar a sua vida?

Com tanta informação, você pode sair por aí aplicando os conceitos da gamificação na sua vida para tornar as suas metas e afazeres diários ainda mais desafiadores e divertidos de serem vividos. Mas, nós também podemos te dar uma mãozinha.

Já ouviu falar no habitica? O habitica é um aplicativo que vai te ajudar a viver de forma mais divertida. Nele, você adiciona as suas metas diárias, afazeres esporádicos e até hábitos que gostaria de praticar mais. Concluindo tudo o que você se propôs a fazer, você ganha pontos e evolui no jogo. Simples, né? Acesse: www.habitica.com e comece a jogar!

A vida não é um jogo, mas você pode transformá-la em um, e isso vai transformar os seus dias. É comprovado! Que tal unir todas essas informações e dar um level up nos seus dias?  

Bom jogo!

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Lucas Cook - Agência Gênia
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